O recente conflito no Oriente Médio entre Israel e Hamas desperta um alerta sobre seus impactos na logística e no comércio internacional, assim como foi quando a disputa entre Rússia e Ucrânia começou.

Apesar da preocupação do mercado, a guerra não parece ter impacto imediato na balança comercial do Brasil deste ano. No relatório do Icomex, é projetado um superávit recorde, entre US$ 90 bilhões e US$ 92,5 bilhões em 2023, um panorama otimista.

A preocupação do Brasil no momento é a crise humanitária que vai se instaurando, já as consequências comerciais irão depender da extensão do conflito. Apesar de acordos comerciais com Israel e Palestina, o impacto direto na balança do país é limitado, devido à diversificação de parceiros comerciais e também da natureza das exportações brasileiras.

Essa variedade de possibilidades ajuda o país diante de eventos globais que fogem do que é previsto. Para o futuro, a guerra pode ter impactos nos setores de commodities, grãos e petróleo, influenciando diretamente na balança comercial brasileira, assim como percebeu-se na guerra entre Rússia e Ucrânia.

Um dos principais impactos é a oscilação nos preços do petróleo, que embora possa beneficiar o Brasil, é preciso lembrar que o país tem um papel como importador do recurso. O petróleo teve participação de 15,3% das exportações de janeiro até setembro e, nas importações, 12,2%.

O superávit previsto, mesmo com o conflito, é um reflexo das negociações internacionais com parceiros variados, principalmente com a China. Apesar das incertezas, o aumento nas exportações e a redução nas importações foram fundamentais para esse desempenho.

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Fonte: noticias.r7.com